sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sobre caquis e avôs

Cheguei em casa e recebi a calorosa recepção das minhas cadelas Mila e Chivas. Até aí normal. Caminhando em direção a porta de trás vi uma sacola diferente na mesa da área, a curiosidade me fez abrir: caqui de chocolate.

Trouxe pra dentro e enquanto guardava na geladeira o telefone tocou. “Viu o caqui? Deixei de presente”.

Meu avô foi viajar com a minha avó para SC, Estado natal da família Faccio, voltou ontem cheio de caquis e causos.

Quem me conhece bem, sabe da minha admiração pelo meu avô e que por sinal, também é meu Padrinho, temos uma forte e indescritível ligação. Não é só pelo fato dele exigir que peçamos bênção, de contar histórias pra nos alertar com o intuito de proteger, de dizer o tempo todo o quanto devemos ter caráter em qualquer situação da vida. Não só isso, mas ele nos abraça e diz: “esses meus netos...” com um ar de quem tem certeza do que fez na vida, quem tem orgulho do que construiu.

Obrigada pelos ensinamentos Vô, pelos abraços, pelo aconchego e pelos caquis. Te amo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

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A idade nova espera fazer render palavras
dobrar a paciência e não acreditar nos medos.






terça-feira, 25 de novembro de 2008

Lições do Estágio




"Profe você tá linda hoje!" Muuah! Um beijo estalado em meu rosto.
Gabriela, 6 anos, não estava falando sobre a minha beleza física.
Com dificuldades de aprendizagem, ela estava agradecendo a atenção especial que dei a ela.
Quando Gabriela conseguiu dar a última voltinha que a letra "Z" exige, olhou pra mim como quem esperava ansiosamente uma resposta. Sim Gabriela, você acertou, está lindo! Assim, ela continuou com as atividades e cada voltinha conquistada era uma grande vitória e eu e ela comemoramos juntas, todos os momentos.
"Profe você volta amanhã, né?" Sim Gabriela, volto amanhã.
Volto quando você quiser, volto porque acredito em você e nos seus colegas,
volto por ter esperança na Educação e num País melhor.
Voltarei sempre que for preciso, durante toda minha vida.
É necessário difundir o amor e a compreensão antes que qualquer técnica educacional.






terça-feira, 11 de novembro de 2008


Ao som de epitáfio
colocava o segundo incenso.
Ainda não tinha pensado o suficiente.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Álvares de Azevedo - O Poeta Rock and Roll!


http://www.livroclip.com.br/?acao=hotsite&cod=73

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A gente se encontra nas fotografias
do passado;
meu riso exagerado, teu cabelo
arrepiado ao vento;
eu sempre lembro e tento
levar a vida na reação de como
ganho um presente,
porque nunca sei se choro ou se sorrio...
se você lembrar de um lírio,
se descobrir o que é um lírio,
os sorrisos nunca sairão da fotografia,
nem da memória,
nem dos ouvidos...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre eleições

O Cão e o Frasco - C. Baudelaire

Meu belo cão, meu bom cãozinho, meu querido totó, chegue mais perto e venha aspirar um perfume excelente, comprado do melhor perfumista da cidade.
E o cão, abanando a cauda, que creio eu é nestes pobres seres o signo que corresponde ao riso e ao sorriso, se aproxima e pousa curiosamente seu focinho úmido sobre o frasco aberto; então, recuando subitamente, late assustado para mim em sonora reprovação.
Ah, cão miserável, se eu tivesse lhe oferecido um pacote de excrementos você o cheiraria deliciado e talvez até o devorasse.
Por isso você, indigno companheiro de minha triste vida, até você se assemelha ao público, ao qual não podemos jamais apresentar perfumes delicados que o exasperem, mas somente imundícies cuidadosamente escolhidas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Pequenos Poetas




Pequenos Poetas. Mas nunca Poetas
pequenos.


Desejo a vocês, meus amados alunos de estágio,
fruto do mato, cheiro de jardim, crônica de Rubem Braga, música de Tom com letra de Chico e todas as leituras fascinantes desse mundo! Que vocês façam não apenas esse mural de poemas, mas que produzam livros, se tornem grandes leitores e grandes pessoas!
Um beijo orgulhoso da futura Professora.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Causo Mineiro

Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomando
uma pincumel e cuzinhando um kidicarne cumastumate pra faze
uma macarronada cum galinhassada.
Quascaí de susto
quanduvi um barui vinde denduforno
parecenum tidiguerra.
A receita mandopô midipipoca denda
galinha prassá.
O forno isquentô, o mistorô e o fiofó da
galinhispludiu!
Nossinhora!
Fiquei branco quinein um lidileite.
Foi um trem doidimais!
Quascai dendapia!
Fiquei sensabê doncovim, noncotô,
proncovô.
Ópcevê quilocura!
Gazadeus ninguém semaxucô.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O que está faltando

Jeito de Ser - Martha Medeiros


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.